Quatorze anos separaram o dia que Ana Carolina e Thiago se conheceram e o dia de seu casamento. Durante todos esses anos, foram super parceiros para construir uma relação linda e com muito amor. O casal oficializou esta união em um lindo casamento clássico no Rio de Janeiro, com cerimônia na Igreja Nossa Senhora do Carmo e festa no Museu Histórico Nacional.

A decoração clássica ganhou uma releitura moderna no comando de Marcela Lenz Cesar. Uma magnífica mesa de doces igual a um jardim, com troncos e folhagens trouxe uma identidade única para o casamento. Saindo um pouco do clássico branco, foi escolhida uma paleta de cores com os tons de cinza, azul marinho e verde clarinho. Ficou um encanto e deu muito certo esta nova interpretação dada aos elementos clássicos de um casamento.

Quer ver mais? Confira o relato da noiva Ana Carolina.  

 

Os Casamentos Reais publicados no CaseMe são escritos diretamente pelas noivas ou noivos. Nossa proposta é uma troca real de experiências, sejam boas ou ruins, que ajudem outras noivas que ainda estão no processo, com foco e inspiração!

 

Noivos: Ana Carolina Carvalho Gomes Schwartz e Thiago Nicolay

Local: Nossa Senhora do Carmo (antiga Sé), Museu Histórico Nacional no Rio de Janeiro.

Data: 03/11/2018

 

◊ ANTES DO CASAMENTO

 

 

História do casal:

Éramos praticamente crianças quando nos conhecemos: o Thiago com 16 anos e eu com 14.

Nossa história, ao contrário da maioria das histórias de amor, começou de maneira despretensiosa e contrariando todas as evidências… Nos tempos de ensino médio, eu tinha um amigo muito sociável, que eu sempre encontrava depois das minhas aulas de inglês, às terça e quintas. Algumas vezes que eu encontrava esse amigo, ele estava acompanhado do seu primo, que até então que para mim era um desconhecido – coisa que em Petrópolis é raro, pois como a cidade é pequena praticamente todos se conhecem… E mesmo estando juntos corriqueiramente, por conta desse amigo em comum, nunca havíamos trocado uma palavra, não existindo até então, das duas partes, a mínima vontade de sequer sermos amigos. rs.

Alguns encontros depois, nos esbarramos, na famosa rua 16 de março, onde os jovens daquela época se reuniam após a escola, e ele, mesmo carregando um computador enorme para o conserto, me parou no meio da rua para perguntar se eu havia visto o seu primo pela cidade. Ficamos 5 minutos conversando apenas sobre onde poderia estar o primo dele e depois nos despedimos, ainda prevalecendo o desinteresse, pelo menos aparente, de um pelo outro. 

Alguns dias depois, o primo dele que tinha idéias “mirabolantes” (com exceção dessa, que foi a melhor que ele já teve) inventou para ambos que um havia se interessado pelo outro. E dessa mentirinha despertou um grande interesse em nos conhecermos melhor. Mas, como já disse, éramos MUITO crianças. O nosso primeiro beijo foi a coisa mais boba, onde os dois extremamente envergonhados e sem saber como agir, ficaram horas conversando, tomados pela timidez, sem tomar nenhuma atitude. Foi então que o primo dele, sem paciência de esperar mais para alguma coisa acontecer empurrou ele em cima de mim, e então nos beijamos

Desse dia em diante, foram muitas mensagens de texto trocadas, horas de conversas no telefone na parte da tarde e madrugadas virando a noite na internet (tempos de ICQ e MSN) para nos conhecermos melhor e marcamos outros encontros. Nossos “dates” eram praticamente na escadaria da academia de dança todas as terças e quintas, até que finalmente evoluímos para um cinema em casal em pleno sábado à noite (a pirralhada vai ao cine! rs). E foi exatamente nesse dia em que tomei coragem e contei para minha mãe que estava ficando com o Thiago, sendo óbvio que muitas perguntas foram feitas, mas a principal era se eu achava que iríamos namorar; foi quando eu percebi que estávamos evoluindo para algo mais sério.  

Dias depois, em um desses telefonemas durante a tarde, o mesmo primo do Thiago que nos apresentou roubou o telefone e deu mais um “empurrãozinho” se passando por ele e dizendo que queria namorar. Na hora o meu coração disparou e fiquei sem saber o que dizer, apenas ri e disse que sabia que o primo dele estava brincando. Foi então que desligamos o telefone e trocamos mensagens dizendo que era verdade e que estávamos namorando, muito felizes, é claro, e aqui estamos até hoje.

Se fossemos seguidores das evidências, tínhamos tudo para dar errado, já que éramos duas “crianças” começando a namorar, aprendendo o que é um relacionamento e como conviver com outra pessoa, integralmente dependentes dos pais, e tendo que lidar com a distância (mesmo que pequena) entre Rio e Petrópolis para se fortalecer como casal

Não foi atoa enfrentamos algumas turbulências, já que foram 3 idas e vindas e muitos desentendimentos que nos ensinaram a evoluir como casal e nos transformaram em melhores amigos. A verdade é que nossa história nunca foi normal. Nesses 14 anos, crescemos juntos, nos tornamos homem e mulher, aprendemos a nos respeitar e ensinamos muito um ao outro. Além disso, formamos uma grande família, onde nossos pais ganharam mais um filho, nossos avós mais um neto e assim vai… Deus tinha algo muito especial para nós dois, o que está se cumprindo. Todos os obstáculos que se estabeleceram na nossa caminhada, serviram para nos dar mais certeza de que precisávamos escolher um ao outro para experimentarmos as promessas que Deus tinha para nós e fortalecer ainda mais esse amor que nos une.

 Afinal, nós fomos feitos um para o outro, pode crer!!!

Nós amamos sair para jantar (o que mais fazemos) e conhecer os restaurantes novos na cidade, amamos viajar e tentamos fazer uma viagem por ano internacional, e tentamos sempre ir ao cinema e ao teatro assistir comédias.

Somos muito parecidos e nos damos muito bem. Ficar só os dois juntos já basta para o dia e momento serem perfeitos. Somos cúmplices um do outro, e acho que isso que faz a gente se dar muito bem.

 

O pedido de casamento:

Fomos ao casamento de uns amigos na Grécia final de setembro de 2017. Sabíamos que estava na hora de dar um passo mais importante no nosso relacionamento, pois já estávamos 13 anos juntos. Eu sempre tive o sonho de casar, mas sempre quis esperar passar em um concurso público para então pensar nisso. Porém, com a crise e sem abrir o concurso que eu queria, o Thiago se viu chegar nos 30 anos e não queria mais esperar pois já estava começando a se achar velho para constituir uma família. Afinal, não tínhamos mais o que esperar.

O Thiago então planejou tudo. Aproveitou que íamos viajar para Grécia para um casamento de uns amigos e não pensou duas vezes, comprou o tão sonhado anel (Tiffany e Co) e fez o pedido no último dia da viagem em um jantar romântico em um restaurante virado para o Mar em Oia – Santorini.

Quando voltamos de viagem, já era final de ano e uma correria danada. Então, planejamos no ano seguinte comemorar o noivado junto com um jantar para a família e os melhores amigos, onde oficializamos os convites como padrinhos e madrinhas.

 

◊ O CASAMENTO

 

 

Os preparativos:

Já sabíamos que queríamos casar em Novembro, mas sempre tivemos o sonho de casar dia 10. Porém, quando chegamos de viagem e fomos fechar a data na igreja, já não tinha mais a data exclusiva (somente 1 casamento) na igreja. Ou seja, começamos com 1 ano e 1 mês de antecedência e já foi tarde pois não conseguimos a tão sonhada data.

Mas eu também acredito que Deus faz tudo da melhor forma, e dia 03 foi perfeito para nós. Não tivemos mais problema algum com data em relação a qualquer outro fornecedor, todos que nós queríamos estavam livres.

Sou uma pessoa bem tranquila e organizada. Após a escolha da data e marcar o dia com a Igreja, fui logo procurar uma cerimonialista para me ajudar. Queria alguém bem ativo pois tenho a vida enrolada de estudos e o Thiago de trabalho. Meus pais estavam em um momento complicado da vida deles, e sabia que eles não poderiam estar 100% comigo, e minha sogra mora em outra cidade.

Com a ajuda da Thais e da Patrícia tudo ficou bem mais tranquilo. Fomos fechando tudo devagar e com antecedência. Elas selecionavam sempre de 2 a 3 fornecedores e eu apenas escolhia entre esses. Mas claro que meus pais tiveram grande participação nas escolhas, e sempre que possível a minha sogra ajudava. Fazia questão de ouvir a opinião de todos. Mas uma pessoa que me ajudou muito na hora que me sentia indecisa foi q minha cunhada Micaela. Além dela já ter passado por essa experiência e ter bom gosto, ela me ajudava com a minha indecisão.

O cerimonial no meu caso foi essencial, pois além de não ter muito tempo de organizar, ela me passou um cronograma em que eu fui seguindo junto com elas, e quanto mais se aproximava do casamento mais tranquila eu ficava pois estava tudo praticamente fechado com antecedência. Pude continuar com a minha rotina de estudos e trabalho tranquila, com a ajuda delas somente precisava disponibilizar 1 dia da semana a cada 15 dias para resolver as coisas do casamento.

Alguns profissionais escolhemos por indicação da Thais e da Pati, e outros já conhecíamos de outras festas e preferimos manter pois já conhecíamos o trabalho maravilhoso deles.

 

O vestido de noiva:

Eu sempre sonhei em casar com um vestido que a saia fosse bem princesa e ombro a ombro. Comecei a procurar e ouvir opiniões das estilistas, até que me encantei com a saia do vestido de noiva de uma blogueira e levei para as duas estilistas que mais me identifiquei. Dentre as duas, acabei fechando com aquela que eu mais senti firmeza ao sonhar junto comigo o vestido. Por mais que ela quem assina o vestido, o vestido é feito para você e a minha estilista embarcou junto comigo e fez exatamente como eu sonhava.

Eu mandei fazer com a Marie Lafayette. O véu nós já tínhamos uma ideia de como seria, mas deixamos para decidir no final quando o vestido estava praticamente pronto. Sempre falávamos em duas opções de véu, um com ponto de luz e outro praticamente liso, e na hora optamos pelo de “ponto de luz’.

 

Já a grinalda foi mais difícil de escolher. Eu queria algo diferente, pouco usado e a única coisa que eu sabia era que não queria uma grinalda estilo coroa. No início procurei muito por flores e broches prateadas e com brilhos. Mas logo depois conheci através de uma amiga e no instagram a Angela Athayde e me encantei com o trabalho manual que ela faz. O tom das peças dela lembra muito pérola, é cada peça mais encantadora que a outra.

Porém, quando fui testar a grinalda com o véu percebi que ela sumia. Então, minha mãe lembrou de um broche de família (minha bisa avó) que deu um belo toque no véu. Optei por usar o broche na igreja e na festa, quando já havia tirado o véu, a grinalda da Ângela.

 

Eu fiz um vestido, porém com duas saias. A saia debaixo mais seca para poder curtir a festa e a saia de cima, para a igreja, bem armada e toda bordada. Porém, o amor por essa primeira saia falou tão alto que fiquei até 2hs da manhã com a saia e sem prender durante a festa.

Acho que a noiva ela deve seguir sim o sonho dela quanto ao vestido. Claro que pode ouvir uma opinião ou outra e até ir em um atelier e provar vários tipos de vestidos para ver qual o melhor caimento em você. Porém, evite escutar muitas opiniões pois a noite é sua e se aquele estilo que você quer é fora de moda ou não te favorece mas você sempre sonhou com ele, continue firme com o seu sonho pois nada melhor que você se sentir linda e feliz na sua noite – o que importa é a sua felicidade e não a opinião dos outros.

 

Acessórios:

 

Além do broche, eu usei o terço da minha avó de quando ela casou. Liguei para o meu padrinho que trabalha com joias e pedi que ele revitalizasse o terço e trocasse a Santa, pois sou devota a Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. E o trabalho dele ficou incrível, o terço mais bonito que já vi. Além do terço, ele me ajudou com a escolha do brinco. Primeiro fizemos uma seleção de 5 brincos e depois escolhemos 2 para que eu pudesse provar com o vestido. E então, batemos o martelo em conjunto com a Marie e toda sua equipe.

O sapato eu mandei fazer com a Lidu. Quando estava na fase da procura por uma estilista, ao visitar uma delas acabei provando o sapato da Lidu e fiquei encantada. O sapato de salto alto e plataforma não machucava o pé de jeito algum. Como sou muito baixa e o noivo alto precisava de um sapato alto, porém estável e confortável, e assim foi: fiquei do início ao fim da festa praticamente com o sapato e não me machucou por nada.

A minha mãe trabalha com flores e decoração, então ela conheceu a Ana da Empório Alecrim em um dos cursos que fez e sabíamos do talento dela. Na hora de escolher, escolhemos uma das flores mais difíceis, mas acreditando no potencial dela de que iria conseguir: Peônias. Eu já sabia que queria um buquê com verde acinzentado (tom da festa) e deixei as flores brancas para minha mãe escolher e ela que AMA peônias a escolheu, fora o cheiro que ela tem. Mas realmente foram bem difíceis de serem encontradas.

 

Roupa do noivo:

O noivo gosta de se vestir bem, tem um bom gosto e estilo além de trabalhar de terno diariamente. Com isso, deixei ele bem a vontade para escolher o terno da forma que ele preferisse. A única coisa que decidimos juntos foi a cor pois eu sempre achei o azul marinho mais elegante e ele super concordou.

Ele procurou o alfaiate dele, António, que conheceu numa antiga e tradicional loja de roupa social e que agora abriu a própria Alfaiataria: Sarto Cavalieri e os dois resolveram o terno em conjunto. O Antonio ainda ajudou a optar pelo colete, uma coisa que ele não ia usar, mas acabou ouvindo o conselho para se destacar dos demais padrinhos e convidados.

 

Making of

Queríamos passar o momento perto de nossos familiares. Com isso, reservamos a suíte imperial do hotel Sofitel Ipanema qual era comporto por 4 quartos integrados a duas salas enormes. Passamos o dia do casamento no hotel com toda a nossa família e alguns padrinhos.

Nos separamos logo após o café da manhã. Acordamos, tomamos o café e juntos demos um mergulho no mar da praia de Ipanema para começar com o pé direito a nova fase. Em seguida, a noiva foi para uma das salas da suíte começar os preparativos e o noivo continuou curtindo o hotel com os familiares e amigos.

 

Praticamente não nos falamos depois de nos despedirmos. Cada um teve o seu momento com as pessoas que amam ao lado, curtindo cada detalhe do dia. O Thiago estava bem nervoso no dia, mas os amigos conseguiram o acalmar. Eu fiquei bem tranquila o dia inteiro, somente quando cheguei na porta da igreja que bateu aquele nervosismo e frio na barriga. É importante cercarmos de pessoas que amamos, mas essas pessoas precisam estar calmas também, uma vez que o nervosismo delas acaba passando para você.

 

 

Cerimônia:

Eu sempre tive o sonho de casar na igreja e uma festa grande, coisa de menina e meus pais sempre alimentaram esse meu sonho. E quando eu conheci a Nossa Senhora do Carmo, alguns anos atrás, senti algo inexplicável e desde então sabia que ia casar ali. É uma igreja linda, não precisa de nada de decoração pois a sua beleza já basta.

Quanto a data, foi algo complicado mesmo. Queria casar no mesmo dia que começamos a namorar, e nesse ano a virada do dia caia em um sábado, então fui contente na igreja agendar. Foi então que descobrimos que dia 10/11 já tinha uma noiva marcada, e eu queria exclusividade na igreja. E assim começou junto a nossos familiares a discussão de datas para novembro, e em comum acordo e por ser uma data também importante na minha família escolhemos o dia 03.

 

A escolha do celebrante foi bem difícil. Os dois únicos padres que conhecíamos no Rio (moramos a pouco tempo aqui) não poderiam fazer o casamento: um porque virou bispo e outro porque já teria compromisso. E então, conhecemos através de uma amiga o Padre Jefferson e digo que foi Deus quem o colocou nas nossas vidas. Queríamos uma cerimônia bonita pois estamos juntos a 14 anos e que atingisse a todos os convidados, e foi exatamente isso que o Padre Jefferson fez.

A cerimônia no todo foi muito bonita, mas tiveram dois momentos que emocionaram a todos: a leitura dos nossos votos de casamento (todos choraram) e o Padre Jefferson fez uma renovação matrimonial de todos os casais que estavam na igreja – e o mais incrível que todos participaram da renovação, foi lindo de ver.

Celebrante foi Padre Jefferson Merighette

 

Música da cerimônia:

A música da cerimônia foi feita pela Astorga Orquestra. Foi um cortejo totalmente clássico, mas com tom de moderno (saímos com a Marcha Nupcial ao invés de tocar na entrada da noiva, e a noiva entrou com Pompa e Circunstância).

O pai da noiva e a querida Juliana Sucupira da Astorga ajudaram a escolher lindas canções para a cerimônia.

 

Padrinhos e madrinhas:

Foram 12 casais de padrinhos, sendo 6 para cada lado. Os padrinhos vestiram um terno clássico no tom de azul marinho, com a gravata azul e uma meia personalizada para cada um dos padrinhos pois o noivo usa essas meias sociais mais descontraídas.

Já as madrinhas estavam todas de longo, e a única exigência foi estar nos tons da paleta do casamento que iam do cinza / prata, passando pelo verde clarinho e chegando no azul marinho.

 

Damas e pajens:

Foram no total 6 crianças, sendo 4 meninas e 2 meninos. Sempre quis a igreja bem cheia de crianças, só não tinha mais porque não conhecia outras. Duas eram afilhadas, um primo e os outros 3 filhos de amigos.

Os meninos alugamos terno no mesmo tom dos padrinhos, enquanto as meninas eu mandei fazer. Queria algo bem diferente, no tom de cinza e assim foi feito.

Somente um menino não entrou, mas depois foi para frente da igreja, tirou fotos e saiu com os demais.

 

Local da festa:

Como escolhi a igreja no Centro do Rio, fiquei pensando nos locais que haviam por ali para fazer a festa. Não queria um local longe pois além que querer a maioria dos convidados da igreja, o Rio mesmo finais de semana tem problemas de trânsito, então queria algo rápido e perto da igreja para facilitar a locomoção dos convidados.

Já conhecia, porém, nunca havia ido em uma festa / casamento no local. E como eu sempre sonhei com um casamento bem diferente e estilo clássico, achei que o Museu super combinaria com o casamento que sempre sonhei.

Sim, o local super combinou com o que eu sonhei e sempre quis. Atendeu não só as expectativas como também superou tudo que eu imaginava.

 

Decoração:

Eu sempre quis um casamento bem clássico. Claro que nos dias de hoje a gente pensa em um clássico misturado com coisas modernas. Então, a decoração que eu queria era clássica, porém cores diferentes (modernas) e com alguns detalhes que fizeram a diferença e que deram uma modernizada.

Minha mãe ama essas coisas de decoração e trabalha também com decoração de festas. E então, quando falei que queria tons diferentes dos comuns em casamento como branco, rosa e etc, ela logo me veio com uma cartela bem diferente de cinza e azul marinho. E então, através desses tons sabíamos o que queríamos para os sofás e a estampa de algumas coisas da festa.

Com isso na cabeça, mostramos para a Marcela decoradora e ela super concordou e entrou no clima. O resto deixei por conta dela, pois ela é aquela decoradora que podemos confiar de olhos fechados que a festa vai ficar incrível e chique.

A decoração atendeu totalmente a minha expectativa e até mesmo me surpreendeu, ficou mais bonita que eu imaginava. A Marcela tem ideias incríveis e muito bom gosto, de última hora montou uma mesa de doce bem diferente do que pensamos, como se fosse um jardim de verdade com os doces somente nas formas imitando flores apoiados apenas em troncos de árvores.

Não faria nada diferente, ficou tudo incrível. A festa foi muito elogiada, eu amei cada detalhe.

 

Bolos e doces:

O Bolo eu não fazia muita ideia do que queria. Mas no início pensei em algo clássico e de glacê, e comecei a provar alguns pelo Rio e ainda não estava gostando dos sabores. Minha mãe então indicou a Betah e fomos fazer a degustação dela. Depois de provar o bolo dela é difícil escolher qualquer outro: além de bater a massa na mão, deixando a bem macia ela faz uma receita diferente de todas que já tinha provado em casamentos, sua receita é de família. E o melhor, o bolo é feito no próprio dia, deixando o bem fresco – isso me deixou encantada.

Porém, escolhido o Bolo da Betah o modelo teria que passar de clássico para um naked cake. Fiquei um pouco com o pé atras de o estilo de bolo não combinar muito com o estilo do casamento. Mas, conversando com a minha cunhada que é supermoderna e ama essas coisas de casamento desenhamos um Naked bem clássico, com flores que estavam sendo usadas na decoracão, na cor branca de 4 andares onde alternavam entre um andar liso e outro com algumas bolinhas. Dessa forma ficou bem parecido do que eu pensava, mas deu um ar de modernidade ao casamento.

 

Não foi trabalhoso, mas eu sou muito indecisa e insegura, então foi um item que eu demorei mais para escolher. Sorte que a minha cunhada é mais certa nas coisas e me ajudou.

Eu costumo fazer muitas festas de aniversário e outras comemorações, e sempre fiz os doces com uma amiga de faculdade e que sempre fizeram sucesso nas festas, a Baba Mia. Além disso, o noivo ama os doces dela e sempre falou que queria certos sabores feitos por ela. Chegamos a fazer algumas degustações, mas nada se comparava aos doces dela. Foi então que eu conversei com ela e ela mega adorou a ideia, ficou muito feliz. Fizemos os doces de brigadeiro belga, churros, oreo, casadinho (noivo ama) e ninho com nutella com ela.

Já os doces mais clássicos e tradicionais de casamento fizemos também com uma conhecida da minha mãe, que sempre nos ajudou nas festas quando morávamos em Petrópolis: a Dona Regina. Fizemos todos esses doces mais tradicionais de casamento: camafeu, nozes, o de ovo, abacaxi, olho de sogra entre outros. Tiveram ainda dois sabores com a Kelly Khawam que eram brigadeiro belga com amêndoas e limão com suspiro.

Assim como Dona Regina, os bem casados fizemos em Petrópolis com a querida e talentosa Marcia Fontaine. Também era conhecida nossa, mas nunca comi um bem casado tão gostoso quanto os dela. Fizemos de doce de leite e baba de moça.

E por fim, os doces portugueses nós fizemos com a Doces Portugueses Barriga de Freira. Não conhecíamos ninguém, a Thais cerimonialista indicou eles, e minha avó e mãe amaram. Realmente fizeram sucesso na festa.

 

Além dessa quantidade toda de doces tinha muito chocolate. Colocamos as pipocas de chocolate e 3 das famosas barras de ouro com recheio de nutella do Stefan Behar Sucré (São Paulo).

 

Por último, o casamento ainda contou um stand de sorvete da Bacio di Latte com 6 sabores diferentes: da famosa nutellina até o pistache.

A mesa de doces foi um caso a parte. A Marcela no dia anterior ao casamento resolver fazer uma mesa diferente do que imaginou e a mesa ficou incrível. Ela literalmente fez um jardim verdadeiro na mesa de doces, apoiando as forminhas que lembravam flores nas próprias folhas ou troncos de madeira, eu amei a mesa. Superou as minhas expectativas.

Eu sempre deixei bem claro que queria que sobrasse doce, pois além dos jovens que não saem da pista para nada irem procurar doce na hora de ir embora e geralmente já não tem mais nada, as festas que costumo fazer todo mundo leva um pouco de doce. Então, fiz uma quantidade bem superior, e sobrou apenas o ideal para podermos comer no dia seguinte a festa.

 

Buffet:

Foi um dos fornecedores mais elogiados do casamento, comida farta e muito deliciosa. Escolhemos as nossas comidas preferidas, não ligamos para essa coisa de etiquetas e o que se deve ter em festa. Escolhemos tudo que gostamos, da entrada até o final. O menu de canapés tinha entradas como carpaccio, batata recheadas, salmão com cream cheese, tomate recheado e atum selado. Na parte de quentes escolhemos dadinhos de tapioca, risole de camarão, coxinha, quibe, sanduichinho de filet mignon. Quanto as minis porções volante tinha o tão amado pelo casal ceviche, um risoto de funghi para quem era vegetariano. E o jantar estacionado eram os três pratos preferidos do noivo: picadinho com farofa, ovo e banana; risoto de polvo e paillard com fettuccine..

No meio para o final da festa entraram as guloseimas como hambúrguer, salgadinhos de festa e mini churros de doce de leite e nuela.

Além do buffet da Maria Luiza, contratamos o buffet de Japonês do sushi Imperial que foi um sucesso. Nós somos viciados por japonês e não poderia faltar no nosso casamento.

Contratamos também para o final da festa os amados cachorro-quente do Genial que ficavam em uma carrocinha junto com mini garrafas personalizadas da coca-cola.

Comemos sim, primeiro após as fotos do casal enquanto trocava o cabelo. E o buffet e o cerimonial deixaram duas pessoas responsáveis por nós que nos ofereciam comida e bebida o tempo todo. Não comi mais porque eu recusava. No fim da festa ainda consegui comer um pouco do picadinho.

O bar foi separado do buffet, optamos pelo Top Bartender que veio com os maravilhosos e bem servidos drinks: caipirinha de vários sabores, gin tônica, aperol e o moscow mule que foi sucesso e estava uma delícia. Além das bebidas do bar, contamos com as chopeiras da Stella Artois, e também fornecemos vinho tinto, champagne, whisky.

 

Música da festa:

Como já comentei, meu irmão casou em 2016 e contratou um DJ – Vitor Ventura – conhecido dele, a pista do casamento bombou e eu já sabia desde então que iria contratar ele. Essa parte foi fácil pois já tínhamos em mente, e não foi diferente no nosso casamento: a pista lotou do início ao fim.  O Vitor faz todo um cronograma da cerimônia e ainda ajuda nas escolhas das músicas de cada momento importante, ele deu ótimas ideias de músicas para abertura da pista e hora de jogar o buquê, saindo daquelas bem tradicionais de casamento.

 

Colocamos o DJ abrindo a festa, logo depois colocamos a Banda DuRio que é uma mistura de monobloco com músicas internacionais. Eles foram sensacionais, levantaram todos os convidados independente da idade, apesar de ter escolhido eles para os convidados mais velhos curtirem um pouco a festa também. Em seguida entrou o DJ se apresentando juntamente com o Sax Bruno Guimaraes Cezar que foi outro show a parte, o Sax no meio da pista interagiu com todo mundo, agitando mais ainda a festa. E por último entrou o MC Andinho com toda animação fez todos os convidados dançarem até o chão e até mesmo cantar um pouco no microfone. Finalizamos a festa com mais um set incrível do Vitor.

A música que mais marcou foi a musica da nossa valsa, que particularmente é linda e eu amo chamada If I ain’t got you da Alicia Keys. Além dessa, uma música que marcou a festa foi a da abertura da pista em que a música tinha uma parte de sax e o DJ indicou um sax incrível para fazer a abertura da pista. O nome da música é Games Continued – Bakermat.

 

 

Registros:

Essa escolha também foi fácil, conheci a Marina Fava e a Set Digital no casamento do meu irmão e adoramos o carinho deles com os noivos. Cheguei ainda ver outra fotógrafa mas não me identifiquei como me identifiquei com a Marina e a Set: eles são extremamente carinhosos, se preocupam com você e com tudo para seu dia ser incrível, durante o ano ela me mandava mensagem organizando todo o dia do casamento e me deixando sempre para cima.

Sim, como disse a Marina e a Set nos deixaram super a vontade. Eles são calmos, arrumam tudo com cuidado e até parecendo que não tem ninguém ali te fotografando, fora o amor que eles tem pelo trabalho deles, fazendo sempre com lindo sorriso no rosto e registrando cada momento incrível, eles passam uma sensação maravilhosa no dia para os noivos e familiares. Tem a maior paciência para tirar mil fotos, e andam sempre atrás dos noivos para não perder nenhum registro importante.

O making of foi incrível, tiramos fotos lindas com amigos e familiares, mas principalmente com a nossa cachorrinha – eles tiraram cada foto maravilhosa com a nossa Bulldog e isso foi muito importante para nós. Mas além do Making of, eles registraram cada momento da cerimônia religiosa em que parece que as fotos estão transbordando amor e felicidade. Tem uma foto com o Padre que ela fala muita coisa, vou mostrar para vocês o momento perfeito que eles registraram.

Não usamos nenhum outro serviço de fotos. Fizemos apenas um painel de Backdrop de galhos secos e flores  para os convidados poderem tirar suas fotos.

 

Convidados:

Organizamos a festa para 350 pessoas. No final contamos com 378 convidados. Organizamos uma lista de aproximadamente 450 pessoas, mas foi um processo bem difícil.

Sim, quando contratamos o cerimonial da Thais já sabíamos que teríamos o RSVP ativo, o que foi bem importante pois muitas pessoas não confirmam ou deixam para última hora, e naquelas últimas semanas você precisa organizar se falta bebida ou comida, se precisa de mais lugar sentado ou não.

Comecei a organizar o casamento pela lista para saber o lugar ideal, mesmo que ela fique em aberto. Além disso, feche os fornecedores por um número aproximado deixando para acrescentar ao final a quantidade exata. E contrate um RSVP ativo pois para mim foi essencial, eu não saberia exatamente o número de convidados que contratar para buffet e bar por exemplo se não fosse o RSVP e a ajuda da minha cerimonialista.

 

Ferramentas:

Não usei app para organizar o casamento, apenas o site do icasei juntamente com seu app para celular. Nele fizemos nosso site com nossa história, colocamos informações sobre a cerimônia e a festa, compartilhamos fotos dos eventos anteriores ao casamento e até a lista de presente.

 

◊ APÓS O CASAMENTO

 

 

Lua-de-mel:

Fomos para Londres e Maldivas. Super recomendo os dois destinos. Maldivas pq é incrível, um lugar que tem uma beleza natural, parece não ser real e um programa super romântico, experiência única que nunca vivi antes, é um lugar mais tranquilo sem compras e sem agito. E londres porque queríamos uma cidade grande com movimentação e bons restaurantes, nós gostamos desse agito de grandes centros urbanos.

Mas maldivas é um lugar que todos deveriam ter a oportunidade de conhecer, é perfeito demais, melhor destino que já conheci.

 

Dicas importantes sobre a organização pós casamento + lua-de mel + novo apartamento:

É uma fase um pouco conturbada e corrida, mas sabendo dividir as tarefas tudo se ajeita. Compramos, fizemos obra no apartamento e mudamos um pouco antes do casamento, deu trabalho mas nessa fase tudo é festa, queremos dividir a alegria com os familiares e amigos. Estamos muito felizes com esse momento.

 

Presentes:

Como fizemos obras e mudamos um pouco antes de casar, optamos pelos presentes em dinheiro através do site de casamento. Então, o máximo que fizemos foi pegar o dinheiro e olhar o que faltava para a casa e comprar.

Preferi assim pois assim posso escolher do jeito que eu quero e comprar em qualquer loja, até mesmo em mais de uma loja.

Agradecemos a cada presente recebido por email ou msg de celular. Claro que aqueles amigos mais próximos, assim como familiares agradecemos de uma forma menos formal – pessoalmente ou também por msg. Fiz também muitos agradecimentos pelo stories do Instagram pois alguns amigos mandavam mensagens bem bonitas junto do presente que eu quis compartilhar com os outros (uma forma de carinho) e acabou que todos gostaram da ideia e pediam para compartilhar mais e mais.

 

Ficha técnica:

♦ Cerimonial e Assessoria: Thais Carvalho Dias e Patricia Teixeira (assessoria)

♦ Local da Cerimônia: Nossa Senhora do Carmo

♦ Celebrante: Pe. Jefferson Merighetti

♦ Música de Cerimônia: Astorga Coral e Orquestra

♦ Decoração da cerimônia: A Roseira

♦ Local da Festa: Museu Histórico Nacional

♦ Buffet: Maria Luiza Rosa e Sushi Imperial

♦ Decoração: Marcela Lenz Cesar

♦ Florista: A Florisbela

♦ Iluminação: Two Lights

♦ Mobiliário: Lona Cristal

♦ Plantas: Silvia Coimbra

♦ Toldo: Lonarte

♦ Bar: Top Bartender

♦ Música da Festa (DJ, Banda, Sax, Bateria): Vitor Ventura e Sax Bruno Guimaraes, Banda DuRio e Mc Andinho

♦ Fotografia: Marina Fava

♦ Filme: Set Digital

♦ Bolo: Os Bolos da Betah

♦ Doces: Baba Mia, Kelly Kawan e Dona Regina.

♦ Doces Portugueses: Barriga de Freira

♦ Sorvete: Bacio di Latte

♦ Cachorro quente: Geneal

♦ Bem-casados: Marcia Fontaine

♦ Chocolate: Stefan Behar Sucré

♦ Convite: Atelier Allure

♦ Identidade visual: Atelier Allure e Luisa Falcão

♦ Gerador: Noalge

♦ Ar Condicionado: DRB

♦ Manobra e Segurança: Nova Geração

♦ Vestido de Noiva: Marie Lafayette

♦ Véu: Marie Lafayette

♦ Grinalda: Angela Pimentel Athayde

♦ Cabelo e Maquiagem: Carla Ashton

♦ Acessórios noiva: Henrimor Design

♦ Sapatos: Lidu Calçados

♦ Buquê: Empório Alecrim

♦ Roupa do noivo: Sarto Cavalieri

♦ Acessórios noivo: Sapato = Carolina Herreira; Abotuadura = Salvatore Ferragamo; Gravata = Hermès; Camisa sob medida Nilsa Camisaria.

♦ Lapelas dos padrinhos: Empório Alecrim

♦ Roupa das Damas e Pajens: Roberta Calazans

♦ Alianças: Tiffany e Co

♦ Hotel da noite de núpcias: Sofitel Ipanema

♦ Lua de mel: Teresa Pérez Tour

♦ Lista de presentes: icasei

 

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