O casamento é uma festa de família, todos sabem. Mas e quando a família já não está mais completa? Como homenagear um ente querido que já se foi?

In memoriam é um termo muito usado em convites de casamento para indicar que, mesmo falecido, estará sempre presente.

Veja nesta matéria algumas histórias de casais que fizeram homenagens belíssimas para estas pessoas especiais.

 

Homenagem in memoriam

 

Existem momentos na vida em que é difícil lidar com a saudade daqueles que já se foram. Em datas especiais então, parece que o coração fica ainda mais apertadinho, e tudo o que a gente queria era poder trazer pra perto aqueles que amamos.

 

O dia do casamento é um dos dias mais importantes na vida do casal e por isso a importância de ter os entes queridos pertinho de alguma maneira, seja de forma discreta, ou de maneira que até o céu possa ver.

 

♦︎ Fernanda e Christiano

 

Uma homenagem da noiva para o noivo

 

Fernanda fez faculdade em Uberaba e lá conheceu Christiano. O pai dele já era falecido, mas a presença desse homem tão especial era constante na vida desse casal. “Ele era apaixonado pelo pai, sempre foi! E eu sabia que era importante a presença dele no nosso casamento!.” – disse ela.

 

Ela estava preparando cada detalhe do casamento e sabia que mencionar o pai dele de alguma forma era essencial. Comprou um porta-retratos bem pequenino e pegou uma foto do seu sogro com uma tia-avó de Christiano. “Eu não queria que a informação vazasse de jeito nenhum.”

 

Colocou a foto no buquê e Christiano só viu quando recebeu Fernanda dos braços do Pai.

 

“Me emociono até hoje. Ele fez uma cara de espanto e felicidade ao mesmo tempo, prendeu a respiração, segurou o choro, e eu só pensei: Valeu à pena!”

♦︎ Marília e Felipe

 

Quando as irmãs da noiva são para ela a forma mais bonita de representação do seu pai

 

“Meu pai era o grande incentivador do nosso casamento. Queria algo grande, foi conosco ver o local e estava muito feliz. Ele tinha o Felipe como um filho e sonhava em me ver casada com ele. Mas quatro meses antes do casamento sofreu um acidente mergulhando e não voltou.”

 

Marília viu seu chão se abrir e decidiu que não se casaria sem o pai. Seu noivo, que já havia passado pela experiência do luto com a morte da mãe, entendeu exatamente o que estava acontecendo e com amor e respeito à ela, pediu um tempo aos fornecedores do casamento.

 

“Todo mundo que me encontrava dizia o quanto meu pai estava feliz com o casamento, que ele só falava nisso. Eu percebi que se cancelasse, estaria matando um sonho dele, ou seja, matava um pouquinho mais ele. Então decidi manter tudo, até a data.”

 

Marília nunca imaginava entrar no seu casamento sem o pai. “Nenhum homem chega aos pés do meu pai na minha cabeça, e de repente olhei para as minhas irmãs. Cada uma delas tem 50% dele e juntas faziam eu me sentir como se estivesse com 100%”. E foi a melhor escolha que ela fez. As irmãs tornaram seu dia muito feliz, com risadas, piadas e muita música.

 

A previsão para o dia do casamento era de chuva e eles casaram no celeiro da Fazenda Vassoural. Ninguém havia casado lá ainda e foi muito legal. Climinha bucólico, tudo lindo.

 

O  pai era fã dos Beatles e ela também. Marília escolheu a música “He comes the sun” para entrar na cerimônia.

 

“Incrivelmente, na hora das fotos, abriu um pôr-do-sol tão lindo que eu gosto de pensar que foi encomendado por ele. Uso como metáfora da minha vida: Mesmo depois dos dias mais chuvosos, sempre sai o sol!”

 

 

♦︎ Iris e Eduardo

 

Quando a homenagem tem endereço certo: o céu!

 

Quando Iris decidiu casar ficou pensando em alguma forma de homenagear o pai que havia falecido tinha seis anos. Ela iria entrar na cerimônia ao lado da mãe, mas queria ele ali com ela. “Mandei gravar no véu o nome “Pai”.

 

A entrada da noiva, normalmente, emociona as pessoas. Mas depois que Iris passou, e todos puderam ver o que estava escrito em seu longo véu, foi difícil conter as lágrimas.

“Eu ouvia: Olha o que ela colocou!”

 

A homenagem foi linda e Iris sabe que emocionou muita gente, mas pra ela o que mais importa é saber que ele estava ali, e que ela conseguiu deixar bem claro e de maneira bem visível, o quanto ela o ama.

 

 

♦︎ Liana e Rômulo

 

Quando quem fica surpresa é a noiva

 

Liana estava indo para o hotel se arrumar e no caminho recebeu o buquê que foi feita pela irmã do coração. “Na hora fiquei sem saber o que dizer, mas acho que meu olhar disse tudo.”

 

Em um espaço de 4 anos Liana perdeu o pai, a mãe e um irmão. E pensando em uma forma de trazê-los fisicamente mais pertinho dela, Desirée confeccionou seu buquê com fotos dos três penduradas em mini porta-retratos.

 

“Quando eu perdi meu pai eu ainda não pensava em casar. Mas com o tempo de namoro passando comecei a pensar no assunto e sabia que o Dandan iria entrar comigo na igreja, mas meu irmão também se foi.” – disse Liana

 

E quando a ideia do casamento finalmente se concretizou Liana convidou seu padrinho para entrar na igreja com ela. E foi uma escolha muito feliz! “Meu padrinho demonstrou muita emoção e na porta da igreja me disse que eu não estava só!”

 

Foi lá na cerimônia que a “ficha caiu” de verdade. Foi lá que ela entendeu que ali estava mais que uma homenagem, mais que porta-retratos, mais que um buquê bonito pra fotos. Ali estava sua família! Ela estava completa e lhe encaminharia ao seu tão amado noivo, que também havia tomado para si a responsabilidade de fazer aquela menina feliz!

 

“Me emocionei muito! Eles estavam ali, fisicamente e espiritualmente, eles estão nas fotos! A família estava completa!”

 

E não foi só Liana que se emocionou. Todos queriam ver aquele buquê!

 

“As pessoas do hotel, que nunca me viram na vida, se emocionavam!  Na igreja as pessoas queriam ver, pegar, choravam ao ver tio Ribamar, tia Dora, Daniel… Foi muita comoção! Nem sei como agradecer tanto carinho! Aproveito a oportunidade para agradecer à Desirée!”

 

Hoje os porta-retratos estão guardados em um lugar muito especial: na gavetinha do quarto da Sofia, fruto desse amor!

 

“As fotos estavam penduradas e um dia minha filha perguntou o que era. Contei a história e ao final ela pediu: posso guardar comigo? E foi assim… Um dia me levaram ao altar e hoje estão guardando o soninho da Soso.”

 

E a família continua completa e crescendo…

 

 

E você, tem alguém que gostaria que fosse lembrado no seu casamento? Conte para nós.

 

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