Hoje inicio minha coluna onde irei contar como comecei o meu trabalho como cerimonialista e algumas histórias bem interessantes sobre os bastidores.

Eu, Thais, sempre adorei organizar festas e fazia vários jantares lá em casa, todos com muito sucesso, herdei esta habilidade da minha mãe, que costumava organizar eventos com a maior facilidade.

Meu marido era dentista e um dia uma paciente se queixou que precisava organizar um jantar de aniversário para o seu marido mas que seu trabalho como psicóloga ocupava todo o seu tempo. Na mesma hora meu marido falou “olha, se quiser a Thais organiza tudo, você fica despreocupada e só precisa chegar no final do dia”, claro que ela topou na hora.

Ao chegar em casa ele veio animado com a noticia “Thais, arrumei um trabalho para você” e em seguida me explicou o ocorrido. Tomei um susto e questionei “imagina, como vou fazer isso? Não sei nem como cobrar por este serviço” e ele rapidamente respondeu “não cobra ou cobra o que quiser, apenas vai lá ajudar a Heloisa na organização do aniversário do Stélio”.

O jantar de aniversário era para 100 pessoas e nesta época contei com a ajuda de uma grande amiga, com um super bom gosto chamada Mariadne. Enfeitamos todas as mesas com folhas secas, para não ficar muito caro, definimos o menu com a cozinheira de mão cheia da Helô e assim fizemos um jantar maravilhoso!

Um ponto super interessante foi que eu organizei tudo como se estivesse fazendo o jantar na minha própria casa e naquela época existia uma pessoa no Rio especializada nisso, super famosa e que cobrava uma fortuna para organizar um jantar como este, e quando os convidados chegaram acharam que ela havia feito e começaram a rasgar elogios “Helô, você está muito chique! Foi a Dadala Jardim quem organizou?”, na mesma hora ela me procurou e fez questão de me apresentar aos convidados.

Das 100 pessoas presentes no jantar 10 me chamaram para organizar eventos e a partir dai comecei a correr atrás de buffets (porque ainda não tinha conhecimento) e a me organizar. Nesta época trabalhei muito com o buffet Eli, que hoje nem existe mais, e com a Padaria Rio Lisboa, quando organizava jantares com queijos e vinhos. Seu José fazia até pães em formatos de coração e com as respectivas iniciais dos convidados para os meus eventos, ele ficava doido com os meus pedidos porque o pão é barato, ele não podia cobrar caro e muitas vezes perdia fornadas inteiras com esses formatos, mas fazia com uma boa vontade ímpar.

De 1982 a 1985 fiz muitos jantares pequenos, de aproximadamente 50 a 100 pessoas.

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Em 1985 surgiu o primeiro convite para organizar um casamento. Um grande amigo meu, que eu já havia alugado o apartamento dele na Barão da Torre, o Paulo Azambuja, por indicação do meu primo Chico Brandão, me ligou e pediu para fazer o casamento da filha dele. Eu nunca havia organizado um casamento antes mas como detesto a palavra não aceitei e liguei para a Helena Brito Cunha. A Helena é prima da minha mãe, craque na organização de casamentos e eu tinha um contato mínimo, pois volta e meia ligava para tirar alguma dúvida em relação aos jantares, mas dessa vez fui com uma nova questão: “Helena, surgiu um casamento para eu organizar e eu não sei fazer, posso falar que a gente trabalha juntas e você me ajuda na organização?”, ela topou na hora.

A Helena organizou todos os preparativos do casamento e no dia ela me chamou para ajudar.
 



Agora, o mais incrível foi que a filha do João estava casando com o filho da Raquel e do Willy Jordan, que são super amigos dos meus pais! Quando casei pela segunda vez no Rio, a Raquel me ajudou muito nos preparativos, indicou florista, buffet e etc, então eu conhecia os pais da noiva e os pais do noivo.

Foi um casamento maravilhoso para mim, reencontrei pessoas muito queridas que costumavam frequentar a minha casa. Foi um casamento muito legal!

Neste casamento a Helena notou a minha facilidade de conversar com as pessoas e me convidou para trabalhar com ela. Alguma dúvida de que aceitei?

Tem uma frase que costumo usar: “As oportunidades passam, uns pegam e outros não.”

Trabalhei com a Helena, a melhor cerimonialista do Rio, por dois anos e automaticamente deixei os pequenos eventos de lado. Aprendi muito sobre grandes casamentos.

30 anos se passaram e sigo apaixonada pela profissão, imaginem a quantidade de histórias que tenho para contar…

 

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10 comentários “Como comecei meu trabalho como cerimonialista

  1. Ahhhh que delicia ler as histórias que tanto ouvi ao longo dos 12 anos juntas! Algumas com certeza serão novas então ja estou acompanhando a coluna! 🙂 Sorte sua que contou com a Helena e sorte minha que contei com voce! Beijos com sempre carinho!! Paulinha

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  2. Parabéns Thais!

    Sempre que temos o privilégio de estar junto com você, vemos como conduz tudo com leveza, mas sempre com afinco para o resultado ser maravilhoso com é! O seu sucesso é o resultado disso! Parabéns!
    Amamoooos!!
    Bjs

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  3. Oi, Thais! Fiquei muito… muito feliz com o que lí ! Mais ainda por tê-la conhecida desde criança em Lorena, por intermédio da Marisa. Lembro- me das nossas idas à Fazenda Amarela, dos casamentos , junto com a Marléa, do seu colarzinho de pérola…
    Ahhh!! Lembro também do seu baile de Debutantes em Poços, apresentado pelo Tavares de Miranda!
    Mais tarde, casei-me e vim morar no Rio e, coincidentemente, frequentáva-mos o mesmo Clube, o Clube Federal, lembra-se?
    Depois , como mudei para Lorena, terra onde passou muitas férias, perdemos contato!
    Sinto saudades desse tempo tão bom!!! Um beijo grande e muito sucesso e saúde!!
    Vera Lucia.

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  4. Como é bom ouvir essas histórias de grandes lutas e enfim sucesso. Realmente, saber agarrar as oportunidades quando surgem é o primeiro passo, depois é seguir adiante com garra. Você é uma pessoa especial e merece o sucesso que tem. Bjos!

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