Já ouviu falar em Elopment Wedding? Entenda seu conceito e veja como foi o incrível casamento da Natália com o Pedro, na Chapada Diamantina.

O termo não é novo, Elope, em inglês, significa “fugir de algum lugar e não retornar ao seu ponto de origem”. Essa definição foi mencionada em 1338 para definir o ato de uma mulher abandonar o marido para fugir com o amante. Em 1880, essa definição ganhou outro sentido, passando a significar o ato do casal fugir para se casar.

O casamento em si é repleto de tradições, mas algumas tendências estão deixando algumas tradições para trás. Primeiro os casamentos mais intimistas, os mini weddings, ganharam força, depois o destination wedding emplacou e hoje o elopement wedding promete fazer o mesmo.

A ideia consiste em realizar uma cerimônia íntima, com direito a muito romantismo, na praia, no campo ou em um lugar distante para celebrar a união a sós. Ou seja, um casamento a dois, uma forma de dizer sim bem low profile.

Natália Nogueira, apresentadora de tv, sempre sonhou com um casamento neste estilo.

Eu nunca tive o sonho de me casar com toda a pompa que a maioria das mulheres sonham. Igreja, daminha, véu, padrinhos… um festão que você tem que convidar a tia da prima, da irmã da avó, hahaha!!! Desde pequena eu dizia para minha mãe que sonhava voltar casada de alguma viagem que eu fizesse com meu amor. E acabou que foi assim.

Natália casou com Pedro Junqueira, administrador, em um cenário deslumbrante, no Vale do Capão, na Chapada Diamantina. Quer saber como foi? Ela nos contou tudo!

Eu tinha preparado uma viagem surpresa para o Pedro em outubro, com dois casais de amigos. Mas por motivo de trabalho, dele, tive que estragar a surpresa e acabei contando alguns dias antes. Logo me veio a ideia: Por que a gente não casa na chapada? Ele topou na hora.

Na segunda-feira, como já trabalhei com produção consegui o telefone de um padre na cidade que estaríamos no sábado. Em menos de 20 dias organizei o mínimo necessário para a cerimônia acontecer.

Pedi ao padre Wagner (o mesmo nome do meu pai) que fizesse uma bênção e ele me disse: vem no horário da missa que eu faço. Mas não era isso que a gente queria… igreja cheia de pessoas desconhecidas, coisa mais estranha… então ele falou: Ah é um casamento, então precisamos da documentação.

Aí começou um corre corre danado.

Como eu nunca casei, não sabia nada da parte burocrática. Certidão de batismo, curso dos noivos, etc… mas deu tudo certo.

Minhas amigas que iriam na viagem (Marcella e Thaís) vieram me perguntar sobre o vestido… vixiii… nem tinha pensado nisso!

Em 2011 eu comprei um vestido em um bazar de peças piloto, que paguei R$40,00. Todo em algodão com seda, off white… simples e lindo! Mas no dia da compra me perguntaram: por que vc vai comprar esse vestido? Não rola ir com ele em casamento, formatura, nada… e eu respondi: Se um dia eu casar, eu uso ele! Pronto… chegou a grande data!!!

Tirei do fundo do armário, mandei lavar e pedi para bordar uma renda azul na semana antes da viagem.

Logo pensei que seria bacana ter buquê, algumas flores na igreja… e um bolo. Consegui o contato de uma moça que fazia tudo isso na cidade de Palmeiras, próxima ao Vale do Capão, onde seria o casamento.

E as alianças: chegamos na loja faltando 10 dias para viagem. Nossa pergunta foi: Qual o modelo que fica pronto a tempo? A vendedora até se surpreendeu. Disse que já viu tanta gente sofrendo e brigando para decidir, e a gente tão leve e tão tranquilos… eu logo olhei para o Pedro e falei: se não for para ser assim a gente nem casa, hahaha!!!

Casamento é para ser gostoso e não um sofrimento.

Eis que chega o dia da viagem. Saímos do Rio na terça-feira, dia 11/10 rumo à Bahia. A viagem foi incrível. Sem querer nos vimos em um lugar com uma energia ímpar, natureza por todos os lados, (que aliás a gente ama, somos totalmente do mato) e prestes a voltar de lá casados!

Dias de trilhas, banho de cachoeira, lagos azuis de água cristalina que vinham de lençol freático… tudo um sonho!

 

Ficamos uns dias em Mucugê antes de ir para o Vale do Capão.

Chegando no Capão, descobrimos por moradores que a vila tinha sido habitada na década de 70 por hippies que queriam viver do amor. Atualmente as pessoas lá vivem do auto-sustento, artesanato, agricultura orgânica e cultura de ervas medicinais. Já a capela leva o nome do padroeiro do Rio de Janeiro: São Sebastião.

E para nossa sorte, Thaís e Bruno levaram violão… logo tivemos música ao vivo durante a cerimônia. E a Marcella e Duarte se encarregaram das fotos e vídeos.

O casamento aconteceu pela manhã, as 9:00.

Quando conheci o Pedro, ele estava descalço. Fui para igreja assim, sem sapatos… e lógico que quando cheguei vi que ele também estava sem. Simbólico e bem a nossa cara!

 

A música da minha entrada foi escolhida pelo casal de músicos… eu queria que fosse surpresa. Eles cantaram Frisson.

Tudo lindo, singelo, emocionante, único!

Foi um casamento com tudo que se tem direito. Tivemos até chuva de arroz no final.

 

Saímos da igreja, fomos para o hotel fazer um brinde! A varanda do nosso quarto tinha vista para o Vale, o nosso vale a partir de então.

 

Ah, e depois? Pé na estrada novamente.

Bom… fazia parte do roteiro (que foi programado antes da viagem virar casamento) irmos para Lençóis, cidade onde estaria acontecendo um festival anual. Cidade cheia de gente e com muita música rolando.

Para encerrar, nossa noite de núpcias foi em um hostel, sem luxo, sem banheira, sem vista bonita, com ventilador de teto… Mas não precisa de nada quando se tem o mais importante: o AMOR!

 

História maravilhosa e super romântica!

 

O Elopement Wedding é muito comum em outros países, nos Estados Unidos esta tendência só faz crescer. Será que vai acontecer o mesmo aqui no Brasil?

 

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2 comentários “Elopement Wedding: um casamento a dois super romântico

  1. Precisamos mesmo dar valor ao amor e nao ao aparato e pompa social.
    Uma moda que talvez deslanche lentamente, aqui o colonialismo ainda tem suas raízes.

    Resposta

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